Primeiras experiências + ciladas: O que fazer (e o que não fazer) em Bruxelas e Amsterdam – PARTE I

Nesta primeira viagem internacional aqui na Europa, em que visitei Bruxelas e Amsterdam, também foi minha primeiras experiência em viajar com a Ryanair e em ser hospedado através do Couchsurfing. Então, vamos à primeira parte da viagem.

Planejando a trip

Certo dia, dando uma olhada em voos através do Google Flights e a fim de conhecer um lugar novo, encontrei passagens muito baratas de Madrid para Bruxelas. Para o aeroporto de Charleroi, saía somente 34 euros ida e volta, enquanto que para o aeroporto de Zaventem, seriam 40. Fiquei bastante animado e fui pesquisar para ver onde ficava Bruxelas no mapa da Europa e acabei por saber que é bem próximo da Holanda, onde tenho um amigo que poderia me hospedar. Sem pensar muito, já pensei em uma viagem Bélgica + Holanda e escolhi o vôo mais barato, pensando que era o que mais valia a pena (bilada, cino). Então, eu ficaria um dia e meio em Bruxelas, depois iria para Utrecht onde mora meu amigo e depois conheceríamos Amsterdam em 2 dias. Depois, voltaria para Bruxelas e de lá para Madrid, tudo tranquilo.

A viagem

Bruxelas 

Após dormir (não muito bem) no aeroporto, peguei um vôo da Ryanair, que foi interessante, porque foi muito barato e bem tranquilo. Parece muito um ônibus, porque não tem nada incluído, mas para um mochileiro, não teve nenhum problema.

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Chegada em Charleroi (longe pacas de Bruxelas)

Chegando no aeroporto de Charleroi, que está a uma hora de viagem de Bruxelas (só descobri isso depois de comprar as passagens), tentei ir à cidade do jeito mais barato…

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Clássica placa na tentativa de pegar carona.

Após 30 minutos de tentativas falhas e de decepção, cansado, sob chuva e com muita fome, desisti de tentar pegar carona e peguei o ônibus para a cidade (17 fucking euros 🔪).

Chegando na cidade em Gare du Midi, devo admitir que a minha primeira impressão de Bruxelas foi a pior possível: ruas com mal cheiro, chuva e um lugar bem feio. Maaaaaas, depois de passar no mercado e comprar comida para recarregar as energias, sentar no parque e comer, tudo ficou mais agradável. Até o tempo melhorou hehe.

Vamos aos pontos turísticos da cidade que visitei:

– Gran Place: é a praça central de Bruxelas, onde se encontram vários prédios com arquiteturas muito interessantes. Segundo Victor Hugo, que escreveu Os Miseráveis, é a praça mais bonita da Europa. É um ponto de partida para caminhar e visitar a cidade.

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Grand Place durante a tarde

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Grand Place à noite

– Manneken Pis: talvez a coisa mais famosa de Bruxelas é essa escultura, de um menino fazendo xixi. Na verdade, a escultura em si é minúscula e não merece mais do que 3 minutos de atenção.

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O famoso (e supervalorizado) Manneken Pis

– Yannika Pis: para também ter uma versão feminina da escultura mais famosa de Bruxelas, fizeram uma de uma menininha. Bastante escondida, fica na rua do Delirium Bar. O legal é que toda a renda proveniente das moedas jogadas em sua fonte é doada para uma instituição social.

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Versão feminina da estátua famosa de Bruxelas

– Galerias Saint Hubert: primeiras galerias comerciais da Europa, de 1847, possuem várias lojas caras e é legal dar uma passada por lá para ver o prédio.

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Galerias Saint Hubert

– Palácio real: bastante próximo ao centro, o prédio é interessante, mas não estava aberto para visitação no dia em que fui.

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Palácio Real

– Parlamentum: foi um dos pontos que visitei e que não encontrei em nenhum guia turístico. Possui uma mostra bastante interativa e muito interessante, que conta a história da União Europeia. Mesmo não estando nos guias, foi uma das atrações que gostei mais. Há audioguias em cada uma das línguas oficiais da UE (incluindo português) e a entrada é grátis.

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Prédio da União Europeia

– Atomium: outro símbolo de Bruxelas, essa estrutura metálica é a representação de um átomo ampliado centenas de milhões de vezes. Foi criado para uma exposição em 1958, mas acabou virando um símbolo da cidade. Está localizado no subúrbio da cidade, facilmente alcançável através do metrô. É possível entrar nele, mas após pesquisar um pouco, não achei que valia a pena.

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Aquela cláaaassica foto com o Atomium

 

– Museus: Bruxelas possui diversos museus, de muitos temas diferentes. Eu fui no complexo Museu Real de Belas Artes, que engloba 4 museus: o  Museu de Arte Moderna, Museu “Fin-de-Siècle”, Museu “Oldmasters” e Museu Magritte. Devido ao tempo, só consegui conhecer os 3 primeiros, mas que valeram muito a pena. O complexo possui obras bem famosas de pintores conhecidos, como Rubens, Rembrandt e Bosch. A entrada para estudantes custa só 3 euros.

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Um dos museus do Museu de Belas Artes

– Igrejas: na cidade, há diversas igrejas, com destaque para as góticas: Catedral de Bruxelas e Igreja de Notre Dame du Sablon. A que mais me chamou atenção foi esta última, que possui um lindo púlpito de madeira, datado de 1697.

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Catedral de Bruxelas, vista de fora

– Parque Cinquentenário: entre os diversos parques que há em Bruxelas, certamente esse merece um destaque especial. Com um arco do triunfo construído em 1880 para celebrar os 50 anos de independência da Bélgica, é um parque com 30 ha no leste da cidade e chama muita atenção. Nele, há 3 museus (Museu de História Militar, Museu do Cinquentenário e Autoworld,), que não consegui visitar.

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Parque do Cinquentenário com Arco do Triunfo ao fundo

– Extras: outras coisas muito típicas de Bruxelas que devem ser provadas são algumas comidas, como o chocolate belga, o waffle (ou gofre) e a batata frita, que podem ser encontradas no centro.

Outra coisa a ser provada é a cerveja belga. Para isso, recomendo o Delirium Bar que é muito conhecido por ter mais de 2000 cervejas em seu menu. A decoração é bem legal e a cerveja estava muito saborosa.

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Cervejas degustadas no Delirium Bar

Em relação ao lugar que dormi, experimentei pela primeira vez na vida o CouchSurfing. E fui uma experiência sensacional, valendo muito a pena. Fiquei na casa de Sven, um belga que adora o Brasil e inclusive fala português e foi muito legal. Quando estava livre, ele se ofereceu para dar uma volta pela cidade e comer alguma coisa fora.

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Smurf achado pela cidade (é uma das animações belgas, mais conhecidas, junto com Tintim)

Depois desses 2 dias em Bruxelas, acho que consigo responder se vale a pena visitar essa cidade ou amada ou totalmente odiada. Muitos falam que não compensa visitá-la, mas eu acho que é um lugar que merece a visita, sendo um dia e meio um período ideal para conhecer minimamente bem a cidade.

Depois de Bruxelas, segui meu rumo para a Holanda, que estará na segunda parte desse relato.

 

 

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