1 semana na Itália – Fugindo de cidades mega turísticas: Mochilão parte X

Logo depois da Eslovênia, país que adorei, voltei à Itália, desta vez com um pouco mais de tempo e com planos de conhecer mais cidades. Nessa parte do mochilão, acabei escolhendo alguns locais turísticos e outros nem tanto, por motivos diversos.

Resolvi começar visitando Trieste, já que está na fronteira com a Eslovênia. Depois, rumei a Bologna, local que tinha muita curiosidade para visitar e segui para Modena, onde visitei um amigo que mora lá. De lá, fui a Genova, outra cidade de meu interesse, que foi minha base antes visitar as Cinque Terre e finalmente chegar a Lucca, cidade em que meus avós nasceram e onde possuo alguns parentes. A última parada foi Pisa, que tem voos bastante baratos a outras cidades da Europa pela Ryanair.

Vamos então à viagem em si.

Trieste

De Koper, maior cidade da Ístria, na Eslovênia, peguei um dos diversos ônibus diários (passagem na faixa de 4 euros) que saem a Trieste, minha primeira parada na Itália.

Trieste é uma importante cidade do nordeste italiano, estrategicamente localizada entre o Mar Adriático e as Dolomitas. Devido a isso, foi disputado pelo Império Austro-Húngaro e pela Itália, só passando a fazer parte deste último após a Primeira Guerra Mundial. Assim sendo, oferece diversos pontos turísticos aos turistas, de ruínas romanas a imponentes palácios e castelos, da época do domínio austríaco. Os principais pontos de interesse da cidade são:

Castelo de Miramare: localizado num parque à beira mar a cerca de 8 km do centro da cidade, esse castelo foi construído no século XIX para servir como residência de Maximiliano de Habsburgo, arquiduque da Áustria. Certamente, é um belo exemplar da arquitetura da época, sendo circundado por um belo jardim que merece uma visita. Dentro do castelo, há um museu (8 euros – inteira), que não cheguei a visitar, mas que possui artefatos da época. Para chegar no local, é necessário pegar o ônibus Piazzale Gioberti, que sai da estação Trieste Centrale.

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Castelo visto de fora

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Parque em volta do castelo: vale a pena visitar!

Castelo de San Giusto: localizado no topo de uma montanha, é uma antiga fortaleza do século XV, que oferece uma das mais belas vistas panorâmicas de Trieste. Abriga um museu interessante, mas a visita vale mais a pena pela vista mesmo. O ingresso custa apenas 3 euros!

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Vista a partir do Castello di San Giusto

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Detalhes do Castelo/Fortaleza

Piazza dell’Unità d’Italia: é uma praça enorme, que dizem ser uma das maiores praças da Europa junto ao mar (não duvido). Está localizada no coração histórico da cidade e possui belíssimas construções, como o Palácio da Prefeitura. Uma dica é visitar a Praça no final de tarde para assistir o por do sol de lá, é um programa imperdível!

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O belíssimo Palácio da Prefeitura

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Nada como assistir ao por do sol em frente à Praça

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Praça iluminada à noite

Igrejas: como toda cidade italiano, Trieste também possui igrejas maravilhosas. Entre elas, podemos citar a Catedral de San Giusto, datada do século 14 e principal igreja católica da cidade, a Igreja de Sant’Antonio Nuovo, neoclássica, e a Igreja Ortodoxa de San Spiridione Trieste, que reflete a multiculturalidade da cidade.

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Catedral de San Giusto

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Praça com cúpulas da Igreja Ortodoxa

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Igreja de Santo Antônio Novo

Ruínas romanas: uma vez que foi uma importante cidade romana, Trieste também possui algumas ruínas da época deste Império que são bastante interessantes. Basta uma caminhada pelo centro que nos deparamos com alguns desses monumentos. Além de um Teatro Romano (que infelizmente não visitei), a cidade também conta com o Arco de Riccardo, uma construção datada de 33 d.C, que se mantém intacta em meio aos edifícios mais atuais. Chega a ser surpreendente.

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Arco de Riccardo: localizado bem no meio dos prédios mais atuais.

“Praia”: assim como o litoral esloveno, uma cidade banhada pelo mar não significa que terá, necessariamente, uma praia. Em Trieste, há uma grande plataforma de concreto onde as pessoas ficam tomando sol. Não é tão bonito como as praias brasileiras, mas dá para se refrescar num dia de calor do verão.

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Pessoal aproveitando o mar de boa no calçadão

Bologna

De Trieste, segui para Bologna, capital da Emilia-Romagna, também conhecida como La Grassa, la dotta, la rossa (a gorda, culta e vermelha). Com seus 460 mil habitantes, Bologna é conhecida pela sua gastronomia que inclui o molho bolonhesa, lasanha, mortadela, etc, como também pela sua universidade, a mais antiga da Europa, fundada em 1088.

A história da cidade é bem antiga, tendo sido fundada pelos etruscos, tomada pelos gauleses no século 4 a.C., conquistada pelos romanos e depois destruída pelos bárbaros. Entre 1300 a 1500, foi uma das mais importantes cidade-estado da Europa, o que levou a uma prosperidade que pode ser observada até hoje.

Entre os pontos de destaque de Bologna, estão:

Duas Torres: são consideradas o símbolo de Bologna.  Elas marcam a época de ouro da cidade, na qual cada família construía uma torre para mostrar seu poder. Quanto mais alta, mais rica e poderosa a família. Entre as centenas de torres que havia na cidade, restaram estas duas mais altas, que foram construídas no século 12. Devido ao solo frágil, ambas acabaram inclinando ao longo do tempo, o que dá um efeito legal. Atualmente, é possível visitar a maior das duas, a Torre Asinelli, com seus 97 metros de altura.

Basílica de San Petronio: é a principal igreja da cidade e impressiona pelo seu tamanho (é a quinta maior do mundo). Reza a lenda que sua construção chegou a ser embargada pelo Papa Inocêncio II no século 14 porque ela estava planejada para ser maior que a Basílica de São Pedro no Vaticano. Devido a isso, é possível observar um corte na fachada externa da igreja, sendo metade de mármore e a outra metade de tijolos. Por dentro, percebe-se quão rica a cidade já foi, uma vez que tudo lá dentro é exagerado. A visita é grátis!

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Fachada da Basílica: é claro o corte na construção.

Além da igreja, outro passeio imperdível é subir no terraço da Basílica, que oferece uma linda vista panorâmica de Bologna. O preço é de 3 euros, porém vale a pena (ainda mais que eu não pude subir na Torre Asinelli).

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Vista panorâmica da cidade vermelha, a partir do terraço do Basílica

Basílica de Santo Stefano:  também conhecida como Sette Chiese (7 Igrejas), os primeiros registros deste complexo data do ano 430! Posteriormente, entre os séculos 12 e 17, foram construídas as outras igrejas romanescas, que impressionam. É incrível pensar quão conservadas estas construções se mantêm mesmo após tanto tempo. É uma visita imperdível em Bologna.

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Vista exterior do complexo.

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Detalhe do pátio Cortille di Pilato, onde supostamente Pôncio Pilatos lavou a mão após condenar Jesus à crucificação

Archiginnasio di Bologna: antiga sede da Universidade de Bologna, abriga hoje a biblioteca municipal. Erguido no século 16, possui belíssimas salas que podem ser visitas, com destaque para o Teatro Anatômico, revestido totalmente de madeira.

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Pátio interno da antiga sede da Universidade de Bologna

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Um dos diversos corredores decorados com brasões do local

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Teatro anatômico, totalmente revestido de madeira

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Utilidade atual do prédio: biblioteca municipal

Canalle delle Moline: algo surpreendente de Bologna é que a cidade também possui canais como Veneza. Não são muitos existentes na cidade, porém são bastante charmosos. Destaque para o Canalle delle Moline, que é bastante escondido, porém bastante bonito.

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Canalle delle Moline: surpresa agradável em Bologna

Pórticos: além da comida e das torres, outra marca registrada de Bologna são os pórticos: são mais de 40 km em toda a cidade. É algo bastante bonito de se ver, e você agradecerá muito a eles se pegar um dia de chuva na cidade.

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Um exemplo dos pórticos bolonheses

Modena

Após Bologna, a minha próxima parada foi Modena, uma simpática cidade com cerca de 180.000 habitantes, apenas. Modena não é uma cidade muito turística, mas tem seu charme e merece uma visita rápida. A cidade é famosa pelo vinagre balsâmico e (di Modena) e por uma das maiores regiões produtoras de Prosecco na Emilia-Romagna. Outro destaque fica para a fábrica da Ferrari, localizada na cidade de Maranello, a apenas 20 km de Modena.

Na cidade, você deve visitar:

Catedral de Modena: patrimônio da humanidade pela UNESCO e uma das maiores catedrais do norte da Itália, a catedral de Modena é um interessantíssimo exemplar da arquitetura românica. Datada do século 11, além de belas pinturas e esculturas, ainda abriga os restos mortais de San Gimignano, santo padroeiro da cidade.

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Catedral de Modena durante a noite

Anexa à Catedral, está a Torre Ghirlandina, campanário da igreja, que possui 86 metros de altura. É possível subir até seu topo, que oferece uma maravilhosa vista de Modena. Passeio imperdível na cidade.

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Vista do topo da torre Ghirlandina

Palazzo Ducale di Modena: residência dos Duques de Modena entre os anos de 1452 e 1859, sua arquitetura barroca impressiona. Infelizmente, não é possível visitar seu interior, que hoje é ocupado pelo Exército Italiano.

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Belo Palácio Ducal de Modena

Além destas atrações, Modena também conta com o Palazzo dei Musei, que abriga alguns museus bastante interessantes da cidade, como o Museu Cívico de Modena. Para conhecer um pouco mais da história do local, é uma boa pedida, já que inclui alguns fatos peculiares. O local abriga o balde que soldados de Modena roubaram de Bologna e que desencadeou uma Guerra (a Batalha de Zappolino) no ano de 1325, quando as duas Cidades-Estado eram rivais. Ainda hoje, os modeneses guardam o balde com orgulho.

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O famoso balde roubado, que hoje Modena expõe com orgulho

Genova

Depois de apenas um dia em Modena, que foi suficiente para conhecer a simpática cidade, peguei um trem com destino a Genova, cidade com grande importância histórica devido à sua posição estratégica. No seu apogeu, no século 14, seu território, chegou a englobar parte da Síria, norte da África e a Crimeia (!). Dois séculos depois, após se recuperar de guerras perdidas para Veneza, a cidade voltou a ter um grande protagonismo, principalmente devido às rotas marítimas e ao comércio. Com isso, famílias locais enriqueceram a cidade com palácios e obras de arte.

Por ser uma cidade maior e um porto, a cidade parece ser mais largada e mal cuidada que as demais que visitei. Não há muitos turistas perambulando pela cidade, mas mesmo assim, há alguns pontos de interesse:

Mirantes: como a cidade está localizada à beira-mar, ao mesmo tempo em que possui morros, ao se caminhar pela cidade, se chega sempre em algum mirante que permite vê-la com mais calma. É uma ótima opção para se ter uma ideia do tamanho de Genova.

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Porto de Genova visto de um mirante

Catedral de São Lorenzo: com construção iniciado no século 8 e finalizada em 1118, esta é a principal igreja da cidade. Possui belos vitrais e interessantes fachadas. Dentro, há também um artefato bastante curioso: uma bomba lançada pelos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial que não explodiu, ainda bem.

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Míssel que atingiu a Catedral e não explodiu

Palazzo Ducale: como em Modena, foi concebido para servir de residência aos duques da cidade. Sua construção data de 1251, tendo sido concluído somente 532 anos depois, em 1783. Atualmente, abriga exposições.

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Detalhe da fachada do Palázzo Ducale

Cinque Terre

A partir de Genova, aproveitando a localização estratégica, segui para um passeio de um dia pelas famosas Cinque Terre. Trecho mais popular do litoral italiano, é um conjunto de cinco vilas de pescadores, que inclui, do norte para o sul, Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore, todas banhadas pelo água azul turquesa do Mar Mediterrâneo.

Para se locomover entre as cidades, há 3 opções: trem (cerca de 16 euros por dia), a pé (7,50 euros por dia) e barco (cerca de 10 euros por trecho). Eu acabei escolhendo o trem, já que algumas trilhas estavam fechadas (é sempre bom checar antes se elas estão abertas) e que o preço do barco não é para mochileiros.

Acredito que é um passeio que vale muito a pena, principalmente fora de temporada. Fui em pleno verão, no meio de julho, e estava apinhado de gente, ou seja, fila para andar por entre as vielas das cidadezinhas, fila para pegar trem e preços mais caros de tudo.

O vilarejo que mais gostei foi Manarola, seguido por Riomaggiore, Vernazza, Corniglia e Monterosso. Todos os vilarejos são igualmente encantadores e cada um tem sua peculiaridade, por isso acredito que escolher o mais bonito é uma tarefa complicada.

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Monterosso

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Vernazza

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Corniglia

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Manarola

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Riomaggiore

Lucca e arredores

Depois de um longo dia mochilando nas Cinque Terre, cheguei à minha cidade favorita na Itália: Lucca. E não faltam motivos para isso. Além de ser a cidade de origem dos meus avós, Lucca é muito acolhedora, com suas torres, igrejinhas e ruelas medievais, tudo dentro de suas muralhas, que envolvem a cidadezinha.

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Le mure di Lucca: para conhecê-la por toda sua extensão, nada melhor do que alugar uma bike para dar uma volta.

Certamente, a marca registrada de Lucca são seus muros, que possuem 4,5 km de comprimento, e que cercam toda a cidade velha. Construída entre 1504 e 1648, essa muralha é considerada a segunda maior da Europa que envolve toda a cidade. E dentro desses muros estão basicamente todas as atrações turísticas de Lucca:

Igreja San Michele in Foro: erguida sobre um antigo fórum romano, esta igreja impressiona por todos seus detalhes na parte externa, feita em mármore. Internamente, ela é mais simples, mas merece uma visita.

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Piazza dell’Anfiteatro: erguida onde era antigamente um anfiteatro romano, esta praça ainda mantém o mesmo formato do anfiteatro. Nela, há diversas opções de restaurantes (bastante turísticos, diga-se de passagem).

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Piazza del’Anfiteatro e seus restaurantes

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Piazza del’Anfiteatro vista de cima

Torre Guinigi: principal torre da cidade, foi erguida no século 14 e permite aos visitantes apreciarem uma linda vista de Lucca. No topo de seus 45 metros, ainda há um jardim, com algumas azinheiras. É algo imperdível para quem está em Lucca.

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Vista de Lucca do alto da Torre Guinigi

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Jardim sobre a Torre Guinigi

Igreja de Santa Maria Forisportam: mais um exemplo de igrejas medievais de Lucca, esta teve sua construção iniciada no século 12 e finalizada somente em 1619.

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Igreja de Santa Maria Forisportam

Basílica de San Frediano: mais um belo exemplar de igreja de Lucca é sua outra basílica, datada de 1112, com belos mosaicos e afrescos, além de uma torre bem interessante.

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Basílica de San Frediano encontrada num passeio de bike

Além das atrações que há dentro dos muros, os arredores de Lucca também contam com pontos bastante interessantes, incluindo desde ruínas até algumas cidadezinhas próximas.

Aqueduto Nottolini: de estilo neoclássico, este aqueduto foi concluído em 1833 para trazer água das montanhas à cidade. Possui mais de 3 km e pouco mais de 400 arcos. Não é uma atração turística, mas é bastante bonito de ser observado.

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Plantação de azaleias com o aqueduto ao fundo. Paisagem maravilhosa!

Colonnata: vilarejo com apenas 350 habitantes localizada nos Alpes Apuanos, é famosa pela extração do mármore de Carrara, aquele utilizado na confecção de estátuas famosas, como o Davi, de Michelangelo. Além disso, também é o local de produção do lardo di Colonnata, uma espécie de panceta, feita com a gordura do porco defumada dentro de caixas de mármore de Carrara. Apesar de nada saudável, é extremamente saboroso.

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Monumento aos mineradores, feito de mármore de Carrara

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Imagens que mostram como o lardo é feito

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Detalhe da extração do mármore de Carrara

Viareggio: esta cidade seria para Toscana o que o Guarujá é para São Paulo. É uma praia bem grande, com cerca de 10 km, que lota de turistas no verão que estão procurando um banho de mar. A diferença é que grande parte da praia é dividida em estabelecimentos, o que significa que se deve pagar para usar a praia. E geralmente são preços bem salgados (na faixa de 100 euros por dia). Felizmente, para alegria de mochileiros como eu, há alguns trechos livres, que são grátis. Porém, não acredito que seja uma praia imprescindível para se visitar na Itália. Outros trechos da costa italiana são beeem mais bonitos que essa praia.

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Praia de Viareggio: nada muito especial

Pisa

Por fim, após passar por diversas cidades na Itália, minha última parada foi Pisa, a cidade famosa por sua torre inclinada. Além da Torre, Pisa possui também o Batistério e o Duomo, todos localizados bem próximos um do outro, no Campo dei Miracoli. Fora isso, não há muito o que visitar na cidade, já que, infelizmente, grande parte dela foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial. Então vamos às fotos:

Torre de Pisa: mundialmente famosa, teve sua construção iniciado no longínquo ano de 1173. Entretanto, devido ao frágil terreno, ela começou a inclinar, o que fez com que o arquiteto tentasse compensar construindo andares mais altos do outro lado. No final, acabou que foi necessário um forte trabalho de recuperação entre 1999 e 2001 para evitar desmoronar, o que funcionou. Além da inclinação, a torre também é famosa por supostamente ter abrigado a experiência de Galileu Galilei para provar a gravidade. Vale lembrar que o preço para subir na Torre é bem salgado (18 euros), sendo necessário reservar com antecedência.

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Famosa Torre (inclinada) de Pisa

Uma atração a parte no local da Torre é observar centenas de turistas passando vergonha alheia, ao tentarem tirar fotos “engraçadas” ali…

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Turistas passando vergonha alheia… para variar

Batistério: Iniciado em 1152, é uma capela circular feita de mármore, com uma impressionante fachada, onde se realizavam os batismos antigamente. Assim como a Torre, a entrada é paga.

 

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Duomo: além do Batistério e da Torre, outro monumento importante nesta Praça é o Duomo de Pisa. Construído no século 11, é famoso por suas colunas e pilares de mármore, assim como por suas portas de bronze (1180). A entrada é grátis e vale bastante a pena!

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Duomo com Torre ao fundo

Depois de Pisa, o mochilão seguiu para Paris, mas isso já é assunto para outro post!

Visão Geral

A Itália é um país surpreendente, e maravilhoso! Em cada lugar que se vai, é possível encontrar um pouco de história e de arte, além de arquitetura de diferentes épocas e estilos. E visitando estas cidades menos turísticas, deu para perceber que a Itália ainda tem muito a ser descoberto. Há vida além de Roma, Firenze e Veneza!

No que se refere à gastronomia, a Itália também é imbatível. Em cada região, há um prato típico diferente, com sabores diversos e que merecem ser degustados. Diversos tipos de pasta, pizza de sabores variados, piadinas com diferentes recheios, prosciuttos e salames, queijos dos mais saborosos, e por aí vai…

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Piadina recheada com mortadela bolognesa!

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Mercado em Bologna: tortellini e formaggio

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Pizza acompanhada de uma Spuma (refrigerante local) bem gelada na melhor pizzaria de Lucca

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Lardo com queijo pecorino em Colonnata

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Pizza de funghi em Modena

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Melone com prosciutto em Lucca

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Pizza de funghi em Trieste

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Gnocchi al sugo em Trieste

Seja pela história, seja pela gastronomia, seja pela arte, não há dúvidas de que a Itália é um destino completo, que não é possível de ser visitada em apenas 1 ou 2 semanas.

Um país surpreendente, completo e vibrante, que merece várias viagens para ser descoberta, essa é a Itália!

No caso de sugestões e dúvidas, sinta-se a vontade de comentar aqui abaixo 🙂

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