Relato de viagem pela América do Sul: 16 dias na Bolívia e no Peru – PARTE 1

Mudando um pouco o estilo de apresentação de conteúdo nesse blog, decidi postar o relato de uma viagem que realizei com amigos em 2016: o primeiro mochilão que fiz na vida, visitando Bolívia e Peru, por 16 dias.

Neste primeiro post, vou apresentar a primeira parte da viagem, na qual rodamos pela Bolívia e pudemos conhecer um pouco mais sobre este país sul-americano muitas vezes ignorado pelos turistas.

Só para facilitar a visualização, aqui embaixo está o mapa com o percurso que fizemos. As linhas pretas se referem a aviões que pegamos e os caminhos em azul se referem aos ônibus que utilizamos para deslocamento nesses primeiros dias da viagem:

Só para uma breve introdução, acabamos nos decidindo por fazer um mochilão neste países por alguns motivos principais:

  1. Todos queríamos e tínhamos como um sonho fazer um mochilão;
  2. Bolívia é o país mais barato da América do Sul = não gastaríamos muito;
  3. Encontramos passagens para Santa Cruz de la Sierra baratas (R$ 700,00 ida e volta).

Neste relato, vou tentar descrever como foram nossos dias na viagem, com bastantes detalhes, principalmente no que se refere ao custo. Só para se ter uma noção dos custos, o câmbio na época era de 1,70 pesos bolivianos (BOL) para cada real.

Vamos então ao relato, com algumas fotos de cada dia:

Dia 1 – 26/12

Saída de Guarulhos às 11h05, chegada com atraso em Santa Cruz de la Sierra às 13h30. Check-in para o voo Santa Cruz-Sucre (que nos custou U$ 50,00) e que optamos por motivos de logística. Enquanto o voo dura 50 minutos, a viagem de ônibus leva cerca de 17 horas, por causa das más condições das estradas que conectam as cidades. Para otimizar o tempo, acabamos optando pelo voo com a Amaszonas. Almoço no MyWay do aeroporto: lanche + refrigerante (39 BOL). Chegando em Sucre, pegamos um táxi oficial até a rodoviária (30 BOL) e depois até o ótimo Hostel Kultur Berlin (30 BOL). Esse, por sinal, foi o melhor hostel onde nos hospedamos. Realmente muito bom!

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Hostel Kultur Berlin, em Sucre: sem dúvidas, o melhor hostel de toda a viagem.

Depois, compramos passagens para Uyuni, nossa próxima parada, pela viação 6 de Octobre (saída para o dia seguinte às 20h30, que custou 70 BOL por pessoa). Comemos algo de noite (45 BOL) e fomos descansar.

Dia 2 – 27/12

Café da manhã do hostel maravilhoso. Saímos pela manhã para conhecer e explorar a cidade. Fomos à Casa de la Libertad, um ótimo museu que conta a história boliviana. Fizemos o tour guiado (15 BOL) e gostamos muito – não à toa, dizem ser o melhor museu do país. Saindo de lá, passeamos pela cidade até a Recoleta, que oferece uma bela vista da cidade.

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A bela cidade de Sucre, vista a partir da Recoleta.

Depois fomos atrás de câmbio rodando a cidade toda, mas sem muito sucesso. Almoçamos num restaurante familiar muito gostoso com entrada, prato principal e sobremesa que nos deu uma noção de como é a comida boliviana é econômica: tudo isso saiu pro apenas 17 BOL.  O endereço é Calle Bolívar, 835.

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Um tipico almuerzo boliviano: entrada, prato principal e sobremesa, com suco, por um preço bastante atrativo. Neste restaurante, tudo isso saiu por 17 BOL (uns 10 reais na época).

Realizamos o check-out do hotel em seguida (apenas 60 BOL por pessoa para um quarto quádruplo com banheiro privativo). Pegamos o busão Sucre-Uyuni às 20h30 e tivemos nosso primeiro contato com uma rodoviária boliviana… Um local bastante peculiar, eu diria.

Uma dica sobre Sucre: se estiver com fome, vá ao mercado central da cidade. A fome passa na hora. Tem um cheiro muito desagradável e as comidas parecem estar expostas ali há anos.

Dia 3 – 28/12

Após 7 horas de viagem, chegamos em Uyuni às 3h30 da manhã, um péssimo horário para se chegar num destino. Felizmente, porém, o motorista nos deixou ficar no ônibus até às 7h00. Nós ficamos até às 6h00 (não lembro exatamente por que não ficamos mais tempo). Descemos do ônibus e fomos à procura de um tour para se fazer no Salar de Uyuni, o deserto de sal boliviano. Acabamos fechando o passeio com a empresa Cristal Tour: um passeio de 3 dias e 2 noites com supostamente 2 bons hotéis e refeições completas nos saiu 700 BOL por cabeça. A vendedora era muito boa de lábia; se fosse ruim, nos havia enganado muito bem. Depois, seguimos para o mercado para tomar da café da manhã. Comi 2 pães com manteiga com chá por meros 5 BOL. Buscamos uma casa de câmbio e encontramos boas cotações na Calle Potosí. Com um atraso de 45 minutos, saímos de Uyuni e partimos rumo ao deserto. Visitamos o cemitério de trens, uma feirinha de artesanato e as chamadas pirâmides de sal.

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Cemiterio de trens, no Salar de Uyuni, um local bastante peculiar.

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O imenso e vasto Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo.

Também foi o dia para tirar as clássicas fotos toscas em perspectiva no deserto, que todo turista tira para guardar de recordação da viagem…

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Não dá para visitar o Salar e não tirar uma dessas fotos…

Por fim, ainda passamos numa surpreendente ilha de cactos gigantes antes de chegar ao hotel, que era muito limpinho e organizado. Nos foi oferecido café da tarde e uma janta muito boa. O banho era pago (10 BOL). Nessa noite, foi possível observar todas as estrelas existentes no céu. É realmente incrível e sem dúvidas uma das maiores atrações do Salar é seu céu estrelado.

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Ilha de cactos gigantes no meio do deserto. Uma das coisas que o Salar de Uyuni nos proporciona…

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Hotel de sal, onde nos hospedamos na primeira noite: no meio do nada e todo feito de sal.

 

Dia 4 – 29/12

Saída do hotel às 6h da manhã para poder rodar bastante durante o dia. Visitamos diversas atrações, com diversas paradas ao longo do trajeto. Entramos no Parque Nacional de Flora Eduardo Avaroa (150 BOL), onde pudemos ver a Laguna Colorada, que não estava muito vermelha, além de outras lagoas coloridas com flamingos.

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Flamingos tranquilos numa das várias lagunas do Salar.

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Mais uma bela lagoa no Salar de Uyuni. Belas paisagens não faltam no passeio.

Também passamos pela famosa Árvore de Pedra e por alguns locais próximos ao Vulcão Tunupa. Vale lembrar que nosso almoço foi sensacional, não pela comida, mas pelo local onde comemos. O jipe simplesmente parou no meio do deserto, sem nada próximo, e comemos ali mesmo. Comida simples, mas adequada.

 

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Almoçando no meio do nada, experiência sensacional

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Árvore de Pedra, famoso ponto turístico no Salar de Uyuni.

Chegamos relativamente cedo no hotel de sal para garantir o nosso lugar e era novamente bastante confortável. O banho, dessa vez, custava 15 BOL, então optamos por apenas lavar a cara.

Dia 5 – 30/12

Nesse dia, saímos do hotel ainda mais cedo: 4h da matina e fazia muito frio (uns -5°C), para o qual claramente não estávamos preparados. De qualquer maneira, valeu a pena acordar cedo. Partimos rumo a uns gêiseres (buraco de onde saem jatos de água quente) para ver o sol nascer. Depois, seguimos para um banho nas águas termais (6 BOL) – fazia muito frio ao ar livre, mas dentro a água estava muito quentinha.

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Banhos termais em pleno deserto. Mesmo com muito frio ao ar livre, encaramos a piscina termal.

Por fim, passamos pela Laguna Verde, que estava com pouco água. Viajamos o dia inteiro – mais de 500 km no deserto – para voltar para Uyuni e chegamos às 16h30 na cidade. Foi uma viagem bastante pesada, já que estávamos em 7 num jipe e estava bem apertado/desconfortável.

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Mais um lago do Salar de Uyuni, desta vez a Laguna Verde, que tava sem muita água quando visitamos.

De qualquer maneira, foi um passeio muito interessante, que valeu a pena. Jantamos (35 BOL) e tomamos uma cerveja com nosso motorista antes de pegar mais um ônibus, dessa vez com destino à capital boliviana La Paz. Pagamos 100 BOL pela passagem pela companhia Panasur. Era um ônibus semicama muito bom, onde pudemos descansar após o dia cansativo no jipe.

Dia 6 – 31/12

No último dia do ano, acabamos chegando novamente cedo no nosso destino. Era apenas 5h30 e já estávamos nós com nossas malas na rodoviária (levemente caótica) de La Paz. Aproveitamos para fechar 2 tours que tínhamos vontade de fazer: Valle de la Luna + Chacaltaya (100 BOL) para o mesmo dia e Tiwanaku (80 BOL) para o dia seguinte. Deixamos as mochilas no hostel, tomamos um café da manhã econômico (5,50 BOL) e fomos para o primeiro passeio: visita ao Chacaltaya, um pico de 5.421 metros de altitude que fica nos arredores da capital boliviana. Foi uma visita bem interessante, já que subimos até o pico da montanha após a van nos deixar em um ponto já bastante alto. Foram 200 metros de subida que pareciam 3km. A altitude realmente cobra seu preço num lugar tão alto como esse. De qualquer maneira, após chegar no topo com muita dificuldade, ainda pegamos um pouco de neve.

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Chacaltaya, montanha com mais de 5.400 metros de altitude, vista de longe.

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Eu no topo do Chacaltaya, montanha que fica pertinho de La Paz, na Bolívia.

Depois do Chacaltaya, seguimos para o Valle de la Luna, uma formação geológica de arenito, que teoricamente se parece com o terreno lunar. Infelizmente, porém, o local estava fechado por causa das chuvas, e acabamos não visitando.

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Valle de la Luna, em La Paz. Infelizmente não pudemos visitá-lo, mas acredito que não é algo muito especial.

Após o passeio fracassado, fomos para o centro da cidade para trocar dinheiro. Foi na Calle Sagarana onde encontramos a melhor cotação da viagem (1 real =  1,75 BOL. Fechamos o passeio que mais aguardávamos em La Paz: a descida de bike pelo Camino de la Muerte, que nos saiu 315 BOL. No centro, ainda comprei folha de coca (5 BOL) para provar e almoçamos um prato enorme de frango frito, com arroz, macarrão e batata (14 BOL).

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Tradicional PF boliviano: arroz, batata frita, macarrão e frango frito.

Fizemos o check-in no The Adventure Brew Hostel (240 BOL por 4 noites em um quarto quádruplo com banheiro privativo). Para fechar o dia super movimentado, fizemos um esquento pro Réveillon com Singani, tradicional bebida boliviana, e Ginger Ale (14 BOL por cabeça). Depois de ver os fogos no terraço, dormimos 00h15 em plena noite de Ano Novo.

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Esquenta com SINGANI e Ginger Ale para o Réveillon 2016.

Dia 7 -01/01

Para começar bem o ano, fomos visitar Tiwanaku, um importante sítio arqueológico pré-colombiano a cerca de 70 km de La Paz. Estudiosos dizem ser uma das mais importantes civilizações percursoras do Império Inca. Infelizmente, a civilização não deixou nada escrito, mas estima-se que tenham habitado o local entre 300 e 1000. O tour, marcado para às 8h00, só saiu cerca de uma hora depois. A entrada no sítio arqueológico nos custou 80 BOL, que foram um bom investimento, visto que o local é bastante interessante. O guia que contratamos, porém, era muito ruim e despreparado, então praticamente teria valido mais a pena ir por conta própria. Não recomendo a empresa Vicuña Tours, foi uma cilada.

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Sítio Arqueológico de Tiwanaku, na Bolívia.

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Sítio Arqueológico de Tiwanaku, na Bolívia.

Após a visita, paramos em um restaurante superfaturado para almoçar, mas nos recusamos a comer lá. Por isso, acabamos comendo bolacha água e sal (vida de mochileiro não é fácil). Voltando à La Paz, fomos até a operadora reclamar do passeio e conseguimos, cada um, incríveis 10 BOL de volta (menos de 6 reais kkkkkkkk). Pessoalmente, se fosse hoje, não teria gastado tantas energias para receber esse dinheiro de volta. Almoçamos de novo o pollo boliviano, dessa vez com uma coca de 2,5 L (16 BOL). Para fechar o dia, fomos visitar a famosa Calle de las Brujas, no centro de La Paz. Lá, é possível encontrar de tudo: desde folhas de coca até fetos de lhama e poções mágicas usadas em rituais. Compramos alguns souvenirs e voltamos para o hotel. Antes de dormir, ainda tomamos a breja grátis diária que o hostel oferecia aos hóspedes, que era muito boa, diga-se de passagem.

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Capital boliviana de La Paz, vista a partir de El Alto.

Dia 8 -02/01

Este foi o dia do tão sonhado downhill na Estrada da Morte. Fechamos com a empresa No Fear, e foi realmente muito boa mesmo. Além dos 315 BOL já gastos no passeio, só pagamos mais 25 BOL para entrar no parque.

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Todos com frio antes de começar a descida de bike na Estrada da Morte.

A descida é uma experiência muito boa, que recomendo para todos que forem a La Paz. De La Paz, uma van leva todos até um ponto alto (cerca de 4.700 m de altitude) onde começa a descida. Nessa primeira etapa, há um pouco de névoa e faz relativamente frio. Saindo desse ponto, pega-se primeiro uma estrada de asfalto, onde a velocidade pode chegar a 80 km/h na bicicleta. É um pouquinho perigoso, porque é uma estrada por onde também passam carros, mas os guias vão conduzindo bem.

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Primeira parte do downhill, que é feita no asfalto.

Depois, entra-se na estrada da morte propriamente dita, que é de cascalho, beirando um precipício. Nessa parte, as velocidades máximas diminuem para 50 ou 60 km/h, porém o risco é ainda maior, já que em muitos locais não há nenhuma proteção do lado do abismo. O estradinha passa por rios, cachoeiras e vistas maravilhosas, até chegar ao povoado de Yolosa, que fica a somente 1.100 de altitude! O passeio basicamente sai dos Andes e chega a um local com clima tropical, parecido com a Amazônia. É realmente muito interessante e vale muito a pena! (apesar de ser levemente perigoso)

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Nessa foto, é possível ter uma noção do precipício que está pertinho dessa estrada…

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Além de cascalho, também passamos por riachos e algumas cachoeiras. Foi bem legal!

Apesar da adrenalina na descida de bike, a volta para La Paz na van foi ainda mais emocionante. Felizmente sobrevivemos ao motorista louco e chegamos vivos em La Paz. Foi um dia muito intenso e, como era aniversário do japonês que estava conosco, até chegamos a buscar algum rolê para depois, porém todos estavam mortos (e não queriam gastar mais dinheiros).

Dia 9 -03/01

Depois de realizar diversos passeios, esse foi o dia de tentar explorar um pouco de La Paz. Acordamos um pouco mais tarde (merecido!) e tentamos visitar os museus da Calle Jaén, que, infelizmente, estavam fechados. Conhecemos a Plaza Murillo com a bela Catedral da cidade (do séc. XVII) e o Palácio Quemado (também do séc. XVII), que abriga a sede do governo e que é muito bonito. Também visitamos o Parque Laikakota, onde se pode ter uma bela vista da cidade de La Paz. Depois, nos aventuramos numa das vans de transporte que podem ser vistas em todos os cantos da cidade – bem raiz – até a Plaza S. Francisco (1,50 BOL). Essa praça, bastante bonita, fica no centro da cidade, bem próxima ao Mercado de las Brujas. Almoçamos no restaurante Mozzarella, que tinha uma pizza sensacional e um macarrão horroroso (40 BOL).

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Belo Palacio Quemado, sede do governo boliviano, em La Paz.

Logo depois, para tentar economizar com passagens de ônibus com destino a Copacabana (que custavam 30 BOL por pessoa), tivemos a brilhante ideia de ir de van para essa cidade. Para chegar no lugar onde saía a van, pegamos nossas mochilas e fomos caminhando pela cidade para pegar o teleférico rumo ao cemitério (3 BOL). Conseguimos achar a famigerada van e nos surpreendeu que a passagem custava 25 BOL (van do Sindicato 9 de Julio). Ou seja, demos um rolê gigantesco para economizar 2 BOL, mas pelo menos andamos de teleférico…

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Sofrendo ao subir as ladeiras de La Paz com mochilão nas costas…

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E depois pegando o teleférico de La Paz… Pelo menos a vista era interessante.

O motorista da van era uma pessoa diferenciada. A cada curva, pensávamos que íamos morrer. Ele andava na contramão, ultrapassava em locais proibidos, foi bastante pesado. De qualquer forma, após cerca de 150 km percorridos em 3 horas e depois de atravessar um precária balsa (2 BOL), chegamos vivos em Copacabana.

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Barco que usamos para atravessar de um lado para o outro.

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E balsa usada para atravessar os carros e ônibus, já perto de Copacabana, na Bolívia.

Achamos um hostel (péssimo, mas que parecia bom) por 50 BOL por pessoa e depois fomos comprar transporte (18 BOL) para o lado sul da Isla del Sol, local que visitaríamos no dia seguinte, além do busão para Cusco (120 BOL). Depois, ainda jantei uma truta maravilhosa por míseros 30 BOL, antes de ir dormir.

PS: O hostel era muito ruim mesmo: o chuveiro dava choque, o chão (e não só o chão) era bem sujo e o quarto quase alagou. O jeito foi usar o saco de dormir para tentar dormir um pouco melhor). Única vantagem do hostel: era econômico, talvez até demais.

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Chuveiro que dava choque…

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… quarto que alagava…

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E saco de dormir por cima da cama para não dormir na cama suja.

Dia 10 -04/01

Saímos do hotel às 8h00 para pegar o barco para Isla del Sol. Maior ilha do lago Titicaca, esta ilha possui belas paisagens e é presença recorrente no roteiro de mochilões pelo país.

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Trajeto de barco saindo de Copacabana, em direção a Isla del Sol, na Bolívia.

Chegamos pelo lado do sul da ilha e pegamos uma trilha de 13 km, que durou 4 horas e meia. A trilha em si não é muito difícil, mas o que complica é a altitude, que fica na média de uns 4.000 metros. Assim, esses 13 km parecem infinitos e bastante cansativos. Ao longo da trilha, alguns moradores cobram “pedágios”. Fomos surpreendidos por um logo no início e tivemos que pagar 20 BOL. Mais no meio do caminho, porém, ao avistar um outro desse ao longe, demos o famoso migué e cortamos o caminho para não ter que pagar.

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Eu, uma llama e um menininho boliviano, que não parecia muito feliz com a minha presença…

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Chegada no lado norte da Isla del Sol. O local possui belas paisagens, porém as caminhadas por lá são bem cansativas.

Chegando no lado norte, almoçamos por 30 BOL e arrumamos hospedagem no hostel Posada de Manco Kopac por 30 BOL por pessoa com banheiro compartilhado. Era bastante adequado pelo preço, com camas confortáveis e bem limpinho. Fiquei observando os nativos e me pareceu levarem uma vida bastante tranquila. Para fechar o dia, jantamos empanas com suco Tampico (8 BOL).

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Moradores da Isla del Sol, na Bolívia.

Dia 11 -05/01

Após comer mais empanadas (5 BOL), desta vez para o café da manhã, seguimos de volta para Copacabana num barco que tinha um desagradável cheiro de gasolina (25 BOL). Saímos 10h30 da ilha e só chegamos por volta de 13h em Copacabana. Almoçamos um PF de truta com sobremesa que nos saiu 20 BOL e compramos várias porcarias para comer no caminho a Cusco (cookies, pipoca doce gigante e salgadinhos variados) por 17 BOL. Ficamos jogando cartas para passar o tempo até a hora do busão da empresa Huayruro Tours chegar. Como acabamos comprando a passagem numa agência (que foi 120 BOL), pode ser que seja mais barato comprá-la diretamente com esta empresa. A fronteira está bem perto de Copa, a apenas uns 10 minutos de viagem. Depois de atravessar a fronteira, tivemos mais mas 2 horas de viagem até Puno, já no Peru, onde trocamos de ônibus e embarcamos rumo à nossa próxima parada: Cusco.

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Saindo da Bolívia e indo em direção ao Peru. No geral, os ônibus são bastante baratos e confortáveis!

Apesar da viagem já ter sido maravilhosa até o momento, ainda tinha muito por vir: a segunda e última parte desse relato será sobre os dias que passamos no Peru. Para acessá-la, clique aqui!

Caso tenha alguma dúvida ou sugestão, deixe um comentário abaixo 🙂

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