Conexão de 8 horas em Dubai: o que fazer?

Voltando da minha viagem ao Japão, fiz uma conexão de 8 horas em Dubai, maior cidade dos Emirados Árabes Unidos e um grande hub de voos internacionais. Apesar de ser de madrugada, resolvi sair do aeroporto e dar uma volta por Dubai, de modo a conhecer a famosa cidade.

Um pouco sobre Dubai

Com pouco mais de 50.000 habitantes em 1968, a cidade se desenvolveu e cresceu muito nas últimas décadas por conta dos dólares provenientes do petróleo, descoberto na região em 1966. Atualmente, Dubai é a maior cidade dos EAU, com cerca de 3,3 milhões de habitantes, sendo que 85% destes são imigrantes, principalmente de países asiáticos como Índia, Paquistão, Bangladesh e Filipinas. Apesar da riqueza que o país transparece, esta geralmente não chega aos trabalhadores estrangeiros, ficando restrita à elite emiradense. 

Com a prosperidade que os petrodólares trouxeram, mesmo estando localizada no meio do deserto, num local bastante hostil, Dubai conseguiu se modernizar e conta, atualmente, com várias construções megalomaníacas. Entre os edifícios e realizações mais surpreendentes de Dubai, há dois arquipélagos artificiais (Palm Jumeirah, já pronto, e The World, em construção), o único hotel 7 estrelas do mundo (Burj Al Arab), a maior estrutura já feita pelo homem (Burj Khalifa), a maior marina artificial do mundo (Dubai Marina), o segundo maior shopping center do mundo (Dubai Mall) e o maior jardim de flores do mundo (Dubai Miracle Garden).

Apesar desta ostentação, o país não tem muito apelo pelos direitos humanos: condições de trabalho dos imigrantes são precárias, homossexualidade é ilegal e praticamente não há liberdade de expressão. É uma sociedade bastante conservadora, que tem como base os princípios islâmicos.

O que fazer numa conexão na cidade

Aos passageiros com conexão de mais de 8 horas (e menos de 24h) em Dubai, a companhia aérea Emirates oferece hospedagem, com transfer até o hotel. Tendo essa possibilidade, aproveitei o tempo que tinha para ir até o hotel, deixar a mochila por lá, e depois sair para explorar um pouco de Dubai.

Como o tempo era curto e era madrugada (umas 2 da manhã), acabei pegando um Uber, que saiu uns 30 reais, para observar alguns dos principais pontos turísticos de Dubai:

  • Dubai Mall: como era de madrugada, o shopping estava fechado. De qualquer forma, foi possível ter uma noção do tamanho do lugar pelo lado de fora. Com 1.200 lojas, hotel, praça de alimentação com 120 restaurantes, uma pista de patinação e um dos maiores aquários do mundo, este é o segundo maior centro comercial do mundo. Custou incríveis 20 bilhões de dólares para ser construído. Os números e o tamanho realmente impressionam.
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Fachada do Dubai Mall, o segundo maior shopping do mundo.

  • Burj Khalifa: maior estrutura já criada pelo homem, esse arranha céus tem inacreditáveis 828 metros de altura e 160 andares. Só para se ter uma ideia, o prédio mais alto de São Paulo, o Mirante do Vale, tem “somente” 170 metros de altura. Sua altura é realmente surpreendente e sua grandeza é bastante difícil de descrever com palavras. Para apreciar a vista lá de cima, o prédio conta com dois decks para observação, que saem na faixa de 40 dólares por pessoa. Como fui de madrugada, acabei não subindo, mas acredito que possa ser uma experiência interessante.
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O enorme Burj Khalifa, em Dubai. Através da foto não é possível ter ideia do seu gigantesco tamanho.

Além do local que visitei, onde foi possível ver o shopping e o Burj Khalifa, o motorista do Uber nos ofereceu um passeio à área da Marina, onde está localizado um dos arquipélagos artificias de Dubai. Entretanto, como eu estava cansado e era de madrugada, preferi não esticar o passeio até lá. Durante o dia, porém, pode ser uma boa opção de passeio, inclusive por ser possível chegar até lá com transporte público.

Visão geral

Pessoalmente, não curti muito Dubai. Sei que visitei de madrugada e não entrei em nenhuma atração, mas a cidade me pareceu muito artificial. Apesar de ter apreciado a chance de dar uma volta pela cidade, não me senti atraído pelas suas enormes e megalomaníacas construções. Acredito que prefiro locais com mais cultura e história.

De qualquer maneira, porém, caso tenha algumas horinhas em Dubai, saia do aeroporto, vá explorar a cidade e a veja com seus próprios olhos. É realmente maluco ver como o dinheiro do petróleo fez com que uma cidade no meio do nada progredisse e se desenvolvesse enormemente em um pouco tempo. Achei curioso, também, ver que o progresso ficou restrito à economia, visto que a sociedade do país ainda é bastante conservadora e reacionária. Foi uma experiência interessante.

Caso tenhas dúvidas ou sugestões, pode deixar um comentário aqui embaixo.

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